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EUA deixam 8.500 soldados em alerta de deslocamento diante de tensões na Ucrânia

Ministério da Defesa da Ucrânia alega que há 127.000 militares russos na zona de fronteira; autoridades norte-americanas afirmam que pode haver invasão da Rússia em território ucraniano a qualquer momento

Cerca de 8.500 soldados dos Estados Unidos foram colocados em alerta intensificado para um possível deslocamento para a Europa Oriental enquanto as tropas russas se concentram na fronteira da Ucrânia, disse o porta-voz do Pentágono John Kirby nesta segunda-feira (24).

O secretário de Defesa norte-americano, Lloyd Austin, afirmou que há uma preparação para executar ordens sob a direção do presidente Joe Biden, sendo este o último passo que os EUA tomaram para se preparar para uma potencial invasão russa na Ucrânia que autoridades alertaram que poderia ser iminente.

Kirby disse que a “grande parte” das tropas norte-americanas colocadas em alerta intensificado pretendia reforçar a Força de Resposta Rápida da Otan, mas acrescentou que elas também estariam “preparadas para quaisquer outras contingências”.

Até a tarde de segunda-feira, nenhuma decisão final sobre deslocamento das tropas havia sido tomada, enfatizou Kirby.

“Os Estados Unidos tomaram medidas para aumentar a prontidão de suas forças em casa e no exterior, de modo que estão preparados para responder a uma série de contingências, incluindo o apoio à força de resposta da Otan se for ativada”, disse o porta-voz do Pentágono. Ele considerou que a Força de Resposta da OTAN “compreende cerca de 40.000 tropas multinacionais”.

Mais cedo na segunda-feira, a CNN informou que, de acordo com várias autoridades de defesa dos EUA, o governo Biden estava nos estágios finais da identificação de unidades militares específicas que deseja enviar para a parte oriental Europa.

O presidente norte-americano discutiu opções para reforçar os níveis das tropas dos EUA no Mar Báltico e na Europa Oriental com seus principais oficiais militares durante uma reunião em Camp David no último sábado (22).

O objetivo de enviar reforços militares para a Europa Oriental seria fornecer dissuasão e tranquilizar os aliados, e não houve nenhuma sugestão de que as tropas de combate dos EUA fossem enviadas para a Ucrânia ou participassem de qualquer função de combate. Kirby reforçou que os EUA têm conselheiros militares na Ucrânia.

Kirby não disse onde as tropas podem se posicionar, mas disse que os EUA “deixaram claro para os aliados do flanco oriental que estamos preparados para reforçar suas capacidades, se necessário”.

“No caso de ativação da Força de Resposta pela OTAN ou de deterioração do ambiente de segurança, os Estados Unidos estariam em posição de implantar rapidamente equipes de brigada de combate, logística, médica, aviação, inteligência, vigilância e reconhecimento, transporte e capacidades adicionais na Europa”, disse Kirby.

A notícia vem em meio a alertas dos EUA de que uma possível invasão russa da Ucrânia pode ser iminente. O Departamento de Estado reduziu no domingo o número de funcionários da embaixada dos EUA em Kiev, capital ucraniana, com a saída de trabalhadores não essenciais e familiares alegando “muita cautela”.

Biden mantém ligações com líderes europeus

Biden realizou uma videochamada de 80 minutos com líderes europeus na tarde de segunda-feira, em que a Casa Branca disse ter sido parte da consulta e coordenação do governo com aliados europeus em resposta ao aumento militar da Rússia.

Biden disse a repórteres na Casa Branca que houve “total unanimidade” com os líderes europeus na ligação. “Tive uma reunião muito, muito boa”, disse o presidente.

Um comunicado da Casa Branca disse que os líderes discutiram “preparações para impor consequências massivas e custos econômicos severos à Rússia por tais ações, bem como para reforçar a segurança no flanco leste da Otan”.

Após a reunião virtual com os líderes dos EUA, França, Alemanha, Itália, Polônia, Reino Unido e União Europeia, o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, disse: “Concordamos que qualquer nova agressão da Rússia contra a Ucrânia terá custos severos”.

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