MT é o 3° estado do país com mais ataques de cobra e baixo estoque de soro antiofídico preocupa municípios

Cidades do interior não possuem estoque e as pessoas que necessitam receber o antídoto precisam ser encaminhadas para um hospital regional ou transferidas para Cuiabá.

Soro crotálico é usado contra veneno de cobra cascavel — Foto: Divulgação/Setor de Vigilância em Saúde Ambiental de Três Rios

Mato Grosso está entre os três estados do país com mais registros de acidentes com pessoas picadas por cobras e o baixo estoque de soro antiofídico entregue ao estado neste ano está preocupando os municípios do interior. Muitas cidades não possuem estoques e as pessoas que necessitam receber o antídoto precisam ser encaminhadas para um hospital regional ou transferidas para Cuiabá.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou que a produção e a distribuição do soro antiofídico vem sendo reduzida a cada ano. O antidoto é enviado pelo Ministério da Saúde ao governo de Mato Grosso e o estado faz a distribuição aos municípios. No entanto, a quantidade enviada está abaixo da demanda.

No Hospital São Lucas, em Lucas do Rio Verde, a 360 km de Cuiabá, por exemplo, tem apenas o soro crotálico que são usados para acidentes com cobra cascavel, de acordo com a coordenadora da Vigilância em Saúde, Claudia Engelmann.

Ela explica que no momento do atendimento ao paciente que foi picado por uma cobra é tentado avaliar o tipo do animal. “Se o paciente não encontrar o soro no hospital de Lucas do Rio Verde é preciso ser encaminhado à nossa referência regional, em Sorriso, a 420 km de Cuiabá”, explicou.

Em Lucas do Rio Verde, os casos mais recentes já foram notificados e regulados pelo município. Foram sete acidentes em 2020; 11 em 2021 e já foram registrados três acidentes neste ano. Em Sorriso, foram registrados oito acidentes com serpentes em 2021 e já são seis ataques em 2022.

Campo e prevenção

Os acidentes acontecem na cidade e no campo. No entanto, são mais comuns na zona rural, principalmente os mais graves. Os animais utilizam da vegetação um pouco mais alta para poder se esconder.

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